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domingo, 15 de abril de 2012

Basta ser homem... Difícil?


Outro dia, estava conversando com uma amiga na faculdade sobre relacionamentos e o fato de eu estar solteira e sozinha há quase um ano. No meio dessa conversa bastante informal, respondi uma pergunta com a seguinte frase:

Me conquistar não é difícil, basta ser homem.

Bem, neste caso então, não seria mesmo difícil? Afinal de contas, o que significa ser homem? Esta é uma questão que vai muito, mas muito além mesmo, de fatores biológicos, a hombridade está diretamente relacionada a atitudes.

Tenho um filho que ainda é um menino, mas quantas vezes já não me peguei imaginando que tipo de homem ele será? E creio que isso seja definido pela educação que recebe dos pais, pelos exemplos que lhe são mostrados e pela forma como o mundo lhe é apresentado. Um homem não se forma totalmente sozinho.

Por outro lado, o que dizer de um homem (aqui no sentido: ser humano do sexo masculino) que se torna simplesmente um produto do meio em que vive, mesmo não sendo este um bom meio? Estariam todos fadados a ser exatamente aquilo em que a sociedade os transformou? Ou existe a possibilidade de escolher a vida que se deseja viver?

O que eu quero dizer, na verdade, é que nem o bom ambiente e nem o mau ambiente são capazes de, por si mesmos, construir o "bom ou mau elemento". Uma vez ouvi um cara definindo o Homem-Banana como aquele que cresce vendo tudo que existe de errado e ainda assim escolhe aquele estilo de vida, não faz nada para ser diferente. E sabe que gostei dessa definição? Homem- Banana.

Da mesma forma, eu posso proporcionar a melhor educação ao meu filho e dar a ele os melhores exemplos de vida, mas isso não é o suficiente para formar seu caráter, embora seja de suma importância. Ele pode crescer e querer seguir caminhos diferentes daqueles que eu planejei, pode achar melhor ser influenciado por outras pessoas e atitudes, pode simplesmente fingir que esqueceu tudo que aprendeu na infância. E quando digo "fingir que esqueceu", quero dizer fingir mesmo, porque esquecer coisas boas é como esquecer a letra da sua canção favorita: Impossível. Mesmo que você escute outras melodias que mexam com você, a sua favorita estará sempre lá, no lugar certo do seu coração.

Acredito que essas colocações sirvam também para as mulheres, mas hoje preferi escrever sobre o gênero oposto, quis ser um pouco mais específica. E na verdade, não era nada disso que eu queria escrever, ia falar sobre atitudes que admiro em um homem e a tag seria "Meu futuro esposo". Mas por algum motivo, pensei no Kaduzinho e o post acabou tomando outro rumo, se transformando nisso. E olha que eu acabei gostando do resultado, por isso vou mudar a Tag e deixar o outro texto pra outro dia, espero que me perdoem, hehe...

Bom finalzinho de semana a todos, aliás... um bom começo de semana!
Bjinhus e até a próxima!




7 comentários:

  1. Ola Valquíria.
    No fundo eu acredito as duas coisas são as responsáveis pela formação do caráter do homem no futuro: o meio social em que vive e sua própria índole. Pois somente isso explica duas crianças da mesma família, com a mesma educação, com a mesma oportunidade, escolherem caminhos distintos entre o bem e o mal.

    Mas esse homem que citou realmente está em falta... EU faço de tudo para ser um...

    Abraços, Flávio.
    --> Blog Telinha Crítica <--

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    1. Vc captou direitinho o que eu quis dizer com o texto, Flavitcho! Infelizmente tenho exemplos aqui em casa do que vc falou: mesma criação, caminhos diferentes =/

      Obrigada pela visita, meu anjo.

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  2. Homem- Banana???
    Na boa Val, eu não gosto de rotular as pessoas assim.
    E também não sei muito bem o que é o conceito de "ser homem", para alguns é ser cavalheiro, para outros é ser um ogro.
    Acredito que manter a própria autenticidade seja o mais importante, independente de gêneros e rótulos.

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  3. Olá Val, compartilho com você as preocupações sobre o futuro do filho. O fato infelizmente é que vivemos numa máquina muito maior do que nós. A classe trabalhadora já tem um caminho bem definido a se percorrer. Não é algo tão forte como as castas na Índia... mas é quase.

    Por exemplo, quando você falou sobre dar boa educação. Imagino que além da educação de casa, também esteja falando de uma boa escola (exatamente a situação que stou vivendo agora - procurando uma boa escola para colocar meu filho na 1º série). O caminho já começa a ser trilhado daí. Já colocamos nossos filhos na esteira de produção e os outros passos já sabemos de cor.

    O que fazer pra ser diferente? Não sei. Treinar um pequeno revolucionário? Incutir a ideia de entrar para a política e tentar mudar alguma coisa, mesmo sabendo que a chance maior é simplesmente ser absorvido pelo sistema?

    É complicado.

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  4. Oi Val
    É amiga, como o Flavinho disse esse tipo de homem que vc definiu está em falta, mas tenho certeza que vc está fazendo um bom trabalho com o Cadu! Graças a Deus eu encontrei o meu "príncipe" bem cedo e estamos juntos até hoje. Espere em Deus que Ele tem o melhor prá vc, eu creio!
    Bjão. Um ótimo domingo.

    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com.br

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  5. Oi Amiga: muito legal o seu post e sua reflexão! Eu creio que o meio influencia,sim. Mas como em toda regra, existem as exceções... Quando o Pedrinho chegou, eu também refleti muito a respeito do homem que eu desejo que ele seja... Um dia, estávamos conversando, e todo mundo começou a falar sobre o que ele será quando crescer (coitadinho, já estamos pensando em sua profissão...rsrs). Aí eu refleti bem, e cheguei à conclusão que a profissão dele é o que menos importa: o meu desejo é que ele seja um homem digno, de caráter e temente a Deus! Parabéns pelo "filhote" lindo! Que Deus o abençoe hoje e sempre! Bjs, com carinho...Adelisa. P.s. se quiser leia o meu post: http://adelisa-oquerealmenteimporta.blogspot.com.br/2011/05/e-la-se-foi-um-mes.html; em que falo um pouco disso também.

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  6. oi querida ♥ tem tag lá no blog para você, passa lá e responde , se quiser é claro. Beijão. www.spiderwebs.tk

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Que bom que você leu o post até o final, sinal de que não era tão chato assim, neh? Seu comentário é muito importante para mim, não saia sem deixar um Oi, para eu saber quem veio me visitar. Sempre que posso, retribuo as visitas. Bjokas da Val!

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