Visitantes da tia Val

terça-feira, 8 de maio de 2012

Por ela




Olá, pessoas queridas do meu coração. 

Está chegando o dia das mães, e fico me lembrando da emoção que senti na minha primeira comemoração dessa data como protagonista. Mas hoje, especificamente, não vou falar de mim e de minha corujisse, vou falar dela, a melhor mãe do mundo e em quem me inspiro todos os dias: A minha mãe.






Tenho algumas lembranças de minha meninice relacionadas a essa mulher e vou compartilhar apenas algumas com vocês: Eu pensava que minha mãe era a mulher mais alta do mundo e todas as outras pareciam tão baixinhas perto dela! Lembro também que ela caminhava super rápido, minhas pernas curtinhas não conseguiam acompanhar e eu dava pequenas corridinhas para alcançá-la, às vezes ela me puxava para mais perto. E como era forte!!! Saía do supermercado carregando um monte de sacolas hiper pesadas, e deixava aquelas mais levinhas para eu levar com todo meu esforço e orgulho por poder ajudar.

Essas lembranças me fazem rir hoje em dia, porque estou bem maior do que ela e sempre carrego as sacolas mais pesadas, usando a desculpa de que preciso levantar peso em substituição à academia. Só não ando tão mais rápido do que ela porque gosto de andar devagar mesmo, sou do tipo que passeia, mas se eu me esforçar, acho que ganho dela em uma corridinha de 25 metros, rsrsrs.

Pois é, resolvi colocar algumas dessas saudosas recordações para abordar algo que me fez pensar bastante nos últimos dias: Que imagem temos de nossa mãe? 

Confesso que minha visão mudou bastante conforme fui amadurecendo, me tornando adulta. A altura dela é só um exemplo de como eu a via e como a vejo hoje. E essa imagem mudou mais ainda desde que meu filho nasceu, acredito que as mamães da blogosfera vão concordar comigo que essa é uma realidade de todas nós: Entender tudo que um dia sua própria mãe disse que entenderia quando se tornasse uma. Cada não, cada olhar fatal, cada lágrima e cada chinelada.

A bogueira Chica postou recentemente um texto hilário sobre a Dona Bia pagando o maior mico em um concurso de beleza, fazendo sua filha Lelê morrer de vergonha (Eu super recomendo, confira aqui). Então, fiquei imaginando a cena e percebi que cada King Kong que minha mãe já me fez pagar foi por uma boa causa e com a melhor das intenções. Comentei no post da Chica que em outros tempos eu ficaria bolada se minha mãe aprontasse uma daquelas, mas hoje em dia eu me uniria à Dona Bia e pagaria mico junto, porque sei que mãe é assim mesmo.

Isso mostra o quanto a imagem de minha mãe mudou para mim com o decorrer dos anos. Já me mudei da casa dela com o Kadu, e hoje estou de volta por motivos de conveniência para ambas as partes, mas me lembro bem dos perrengues passados enquanto estava longe do colinho materno:  Chegar em casa depois de um cansativo dia de trabalho e não ter a janta pronta esperando, abrir o guarda-roupas e não encontrar a roupa toda passada com cheirinho de amaciante, ficar doente e não ter a sopinha da mamãe...  Aliás, vale lembrar: Outro dia, percebemos a falta de um parceiro super querido, o Christian do Escritos Lisérgicos, e ele postou em seu blog sobre o motivo do sumisso: Uma gripe monstra. Prestem atenção nas palavras que o ingrato usou:

"Garganta inflamada, nariz entupido, rinite, dores no corpo, aquela moleza típica que não dá ânimo nem de sair da cama para tomar a (asquerosa) sopa que minha mãe de muito boa vontade fica preparando..."

Como assim, asquerosa sopa da mamãe? rsrsrrsrs. Revelei a ele em meu comentário que  nós mães temos em nossa sopinha uma fórmula mágica para curar a gripe dos filhos. E depois, em off, ele me pediu a tal fórmula para quando fosse morar sozinho, mas para sua infelicidade, tive que dizer que só funciona de mãe para filho, por isso ele jamais conheceria nosso segredo. E completei: Esse é um dos perrengues que passamos quando saímos de casa.

Quanto a mim, aos poucos me adaptei e aprendi a fazer tudo isso para o filhote,  inclusive a sopa asquerosa, mas tem coisas em minha mãe que são insubstituíveis:  Seu bom senso, a palavra certa na hora certa, o abraço aconchegante e protetor... Chegar em casa chorando por causa da bronca de um chefe mal humorado e poder conversar com ela, que sempre ajuda a lembrar de defeitos do maldito que nem eu mesma lembrava, fazendo a noite terminar em altas risadas.

Pois bem, finalizo o post ressaltando como foi gostoso falar de minha mãezinha! A imagem que tenho dela hoje é de uma mulher forte, que nunca deixou de lutar (Eh, ela ainda luta) pela felicidade dos filhos, ainda que para isso tenha aberto mão de suas próprias vontades. Uma mulher que chora, que briga com o mundo para defender sua cria, que não deixa nunca de ser a segunda mãe do Kadu e que me inspira a ser a melhor mãe do mundo para meu filho, ela tem me ensinado como fazer isso a cada dia.

Sei que como filha, já dei muitas decepções à minha mãe. E juro que tento recompensar agora, na idade adulta, as lágrimas que provoquei quando adolescente, talvez nunca consiga expressar o quanto me arrependo de tê-las provocado. Aprendi que a coisa mais valorosa que se pode ter é a presença de uma mãe, seja ela de sangue ou do coração. E não foi só a maternidade que me ensinou essa preciosa lição,  foi a vida, então posso afirmar que qualquer um, ou melhor, todos podem e devem saber valorizar essa pessoa tão especial que além de nos dar à luz, é capaz de dar a própria vida pela nossa felicidade.

Feliz dia das mães a todas nós, e em especial à minha. Aliás, feliz mês das mães, ou ano das mães, ou melhor... feliz oportunidade de ser mãe a todas nós!



15 comentários:

  1. Valquíria, tenho certeza que tua mãe vai rir e chorar ao te ler! Que lindo isso, falaste com o coração e alma.

    Adorei te ler e ainda te agradeço por ter sido citada no teu texto, com minha brincadeira,srsr...

    Foste maravilhosa e disseste tudo que uma mãe precisa e quer ouvir.

    beijos, tudo de bom,chica

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    1. Que isso, Chica, eu é que fico honrada de ter um pedacinho do teu texto aqui no meu humilde espaço. Obrigada pelo elogio e pela visita. Bjuss

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  2. Val, estou passando rapidinho, mas já vi que destacou minha ingratidão. ahah. Volto com calma para ler seu post. Até!

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  3. Uma bela homenagem de carinho e gratidão a sua mãe. Lindo Texto!

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  4. Ola Valquíria,

    Adoro textos onde a emoção transborda, e ao falar da sua mãe, mesmo sabendo que em alguns momentos você não foi a melhor filha, oferta-lhe o título merecido de melhor mãe!

    Tenho certeza que sua mãe tem grande orgulho de você e se ela ler as linhas acima ficará bastante honrada e feliz.


    Abraços, Flávio.
    --> Blog Telinha Crítica <--

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  5. Oi Val,

    Tudo bem querida? Lindo a sua homenagem! Quando se é uma boa filha, naturalmente se é uma boa mãe. Parabéns a mãezona que te criou e te fez tão amiga e dedicada ao seu filho.

    Beijos.

    Lu

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  6. Olá Val, acho que o amor maior deste mundo é o que uma mãe tem pelo seu filho. A mãe carrega o filho consigo durante nove meses, mas esses meses se estendem ppor anos! Porque nao ha nenhum lugar do mundo melhor do que o aconchego materno..e agente so percebe quando perde! Por isso devemos sempre dar valor a nossa mãe, porque ela é unica e insubstituivel. Beijos

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  7. Val, gatona linda!
    E inteligente também!
    Que texto bonito! Me emociono com a maior facilidade, é certo, mas o teu texto, além de bonito, está muito franco.
    Um ótimo dia das mães para nós rsrs e para nossas mamães!
    No fim de semana também posto uma crônica para nós mamães.

    Grande beijo, lindona!

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  8. Eu acho curioso que muitos quando falam de "mãe" se esquecem que existem mães verdadeiras que não se resumem a um ventre.
    A sério, isto me deixa por vezes indignado, se tudo se resumisse a isto, não teríamos tantas crianças na rua ou bebês jogados no lixo literalmente.
    Eu tenho duas mães, uma biológica e outra de criação e posso dizer com todas as palavras, sem hesitar, que é a de criação que mais me compreende, a que eu tenho muito mais confiança em recorrer em momentos de desespero do que aquela que simplesmente me carregou por nove meses. Por esta razão detesto quando a chamam de minha madrasta. Ela não é madrasta, é MINHA MÃE!
    Eu gritei. É. rs.
    Sobre seu post, gostei muito da visão que colocou sobre o relacionamento que tem com sua mãe, acredito que ninguém seja filho ideal, todos damos nossas mancadas e mãe de verdade está sempre pronta para perdoar (acredito que isto nos encoraja ainda mais a fazer coisa errada, mas... ahah.
    E eu não engoli esta de que só vocês tem o segredo da sopa. Continua me devendo essa.

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    Respostas
    1. Chris, no meu caso eu destaquei minha mãe biológica porque ela é também minha mãe do criação, coincidiu, hehe...
      Mas eu citei brevemente que a presença da mãe é super valiosa, seja de sangue ou de coração, eu até queria ter falado mais sobre isso, mas achei que o post fugiria um pouco da finalidade, que era homenagear minha mãe.

      Eu concordo muito contigo que aquela que cria, que dá todo suporte de vida pra uma pessoa, essa sim é a mãe de verdade, carregar um feto por nove meses no barriga não significa necessariamente que existirão laços de amor materno, e que este é conquistado todos os dias.

      Adorei seu comentário e seu carinho com meu espaço. Até a próxima, querido.

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  9. Oi Val
    Que lindo texto sobre sua mãe, me emocionou! Acho que como mães cometemos erros, mas sempre tentando acertar, e como vc disse, quando a maternidade chega, a nossa visão da nossa mãe muda mesmo, a gente compreende o quanto a gente deu trabalho prá ela (kkkkkk).
    Feliza dia das mães, apesar que dia das mães é todo dia mesmo
    Fique com Deus amiga.
    Bjos. 1000!
    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com.br

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  10. Valquiria,que lindo e acertado texto!Conforme amadurecemos acredito que nos tornamos um pouco nossas mães....rss...parabéns pela excelente argumentação!Bjs e feliz dia das mães!

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  11. OLá Valquiria,boa tarde!
    É a primeira vez que venho ao seu Blog, e gostei muito da sua postagem, recordando momentos com a sua mãe! Creio que essas lembranças jamais se apagam da nossa memória, e expressá-las em texto, como vc fez, é vivenciar mais uma vez aqueles momentos, e ainda a alegria de compartilhá-las com mais pessoas. Muito bom!

    Feliz dia das Mães, pra você, e pra todas as mães que passarem por aqui.

    Beijinhos da Lu...

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  12. Val, tem selinho sim, viu...
    É porque ainda não fiz. Mas eu vou fazer assim que chegar em casa, porque aqui no trabalho as ferramentas não são tão boas.
    Ok?

    Desculpe!
    Beijo

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  13. Vim lá do Chris e adorei reler por lá e relembrar. Obrigada novamente e parabém pelo prêmio da imagem dessa semana! beijos,chica

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Que bom que você leu o post até o final, sinal de que não era tão chato assim, neh? Seu comentário é muito importante para mim, não saia sem deixar um Oi, para eu saber quem veio me visitar. Sempre que posso, retribuo as visitas. Bjokas da Val!

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